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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

Internação compulsória

A polêmica quanto a decisão do governo paulista em internar obrigatoriamente os dependentes químicos levanta enorme discussão. A questão é sobre o direito de ir e vir, a privação da liberdade, a internação compulsória. Fala-se, inclusive, no risco de uma internação desumana e da exceção virar regra. Mas, se a preocupação é quanto à liberdade, quem são os detidos? Não é a sociedade que vive ameaçada pelo medo e violência que as drogas produzem? Não são os próprios dependentes químicos, encarcerados no terror da dependência e do tráfico? Não são os pais, as famílias, que já se encontram internados compulsoriamente? O assunto mexe na pior desgraça, e todos clamam por solução.

Na teologia cristã para a cura dos vícios espirituais, o assunto “lei” também é controverso e divide doutrinas e práticas. Mas é a chave para a compreensão do coração de Deus. Na carta aos gálatas, Paulo é enfático: “Antes que chegasse o tempo da fé, nós éramos prisioneiros da lei (...) A lei ficou tomando conta de nós até que Cristo viesse (...) Agora que chegou o tempo da fé, não precisamos mais da lei para tomar conta de nós” (3.23-25). Percebe-se algo semelhante com a dependência química. Enquanto existe vício, escravidão, só mesmo um tratamento compulsório para depois, com a cura, a plena liberdade. Por isto a ênfase do apóstolo: “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente” (5.1). Assim o desafio na igreja é parecido: da exceção virar regra. Ou seja, da lei continuar para sempre como tutor, e não de forma compulsória e provisória. Paulo chama isto de “outro evangelho”, ensino enganoso, que não elimina o poder da escravidão espiritual nem conduz ao verdadeiro amor. Aliás, ao falar do evangelho que liberta, ele lembra como isto ajuda também no combate aos vícios (5.21). Exemplos não faltam de gente que se libertou das drogas através da fé cristã.

Marcos Schmidt

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